30/04/2008

Por: IDG NOW!

Framingham - Crackers podem ter utilizado técnicas de injeção SQL, o que pode ter relação com problemas no servidor web da Microsoft.

Cerca de 500 mil domínios legítimos podem estar sofrendo ataques desde o início da semana, afirmaram pesquisadores de segurança na sexta-feira (25/04).

Uma das possibilidades é que os sites estejam comprometidos por uma falha de segurança no servidor web da Microsoft - bug já informado aos engenheiros da empresa.

Algumas empresas, incluindo a Websense, revelaram que os sites estavam comprometidos com ataques que usam técnicas de injeção SQL. O mesmo tipo de invasão tem sido detectado desde o início do ano.

Embora a Panda Security tenha contabilizado 282 mil sites comprometidos, a F-Secure disse que as páginas infectadas somam 500 mil.

O executivo Ryan Sherstobitoff, da Panda, disse que reportou à Microsoft um problema com o servidor web Internet Information Services (IIS), supostamente responsável pelas invasões. “Não temos, contudo, detalhes específicos para afirmar que a questão de segurança é uma vulnerabilidade”, disse Sherstobitoff.

A Microsoft já divulgou um documento de segurança no qual afirma que investiga reclamações públicas de problemas com o IIS. “Este bug parece ter relação com o documento”, diz o executivo.

O documento, publicado no dia 17 de abril, alertou os usuários sobre uma falha na maioria das versões do Windows, que podia ser explorada por meio de aplicações online rodando no IIS.

A Microsoft também afirma que a falha pode ser explorada por um servidor SQL. A empresa afirmou na sexta-feira (25/04), contudo, não saber se os ataques destes sites tinham relação ao bug descrito no documento.

Apesar de não estar claro como os crackers estão comprometendo tantos sites, os pesquisadores entendem o que acontece após um site ser infectado. Após ser visitado, um JavaScript malicioso carrega o IFRAME de um servidor malicioso, que direciona o browser a outro site, também hospedado no servidor do cracker.

Em seguida, um kit de ataque múltiplo é baixado para o PC da vítima - este kit tenta oito códigos para explorar falhas e, se um funcionar, ele sequestra o sistema.

Não há conselhos úteis para os usuários. O melhor deles, que é desabilitar a função JavaScript - que os protegeria destes ataques -, é o de mais difícil adoção, pois muitos sites são exibidos incorretamente sem o JavaScript.

Gregg Keizer, editor do Computerworld, de Framingham
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30/04/2008
Por: PC WORLD
Pesquisa realizada com 40 alcoólatras descobriu que o virtual intensifica seus desejos e os ajuda a dizer 'não' à bebida.

Pesquisa realizada pela Universidade Houston, nos Estados Unidos, mostra que a realidade virtual pode auxiliar as pessoas a superarem vícios pois, ali, é possível criar o "clima" necessário para um alcoólatra, por exemplo, aprender a dizer não.

O professor Patrick Bordnick estuda o uso de ambientes virtuais como ferramentas para o tratamento de vícios. Em um experimento, ele avaliou 40 dependentes de álcool que não se tratavam.

As pessoas, que vestiam um capacete para imergir no mundo virtual, foram guiadas por 18 minutos em ambientes que incluíam bebidas. A escolha de bebida de cada um foi inclusa nas cenas. Além disso, eles numeravam seu desejo e atenção à bebida. Após a experiência, todos foram entrevistados.

O estudo aponta que o metaverso é real o suficiente para intensificar os desejos dos viciados. A partir daí, é possível desenvolver habilidades de confronto e praticá-las nestes ambientes até que elas sejam úteis para a vida real.

Os ambientes virtuais têm cenários desafiadores: um bar, uma festa com convidados que bebem e fumam, uma loja que vende cigarros e bebidas alcoólicas e uma sala para fumantes.

Além disso, o estudo incluiu outra camada de realismo: um dispositivo spray coloca no ar os mesmos aromas do mundo virtual - como cheiro de fumaça e outros associados aos ambientes.

O estudo é patrocinado pelo National Institutes of Health, National Institute on Drug Abuse e pelo National Institutes for Alcohol Abuse and Alcoholism.


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27/04/2008

Para co-fundador da Apple, tecnologia precisa se adaptar ao ser humano

EMERSON KIMURA

Colaboração para a Folha de S.Paulo

A tecnologia facilitou muito a nossa vida, mas às vezes ela é colocada como mais importante do que o homem. Não deveria ser assim, diz Steve Wozniak, que fundou a Apple com Steve Jobs.

Em entrevista por telefone à Folha, Woz, como gosta de ser chamado, contou como vê a tecnologia hoje e amanhã.

Ele é o visionário que, em 1976, criou o computador Apple I e, no ano seguinte, o Apple II --cujo sucesso permitiu a sobrevivência da empresa, apesar de insucessos comerciais, e deu fôlego financeiro para o desenvolvimento do Macintosh, em 1984.Hoje, Wozniak ocupa-se com palestras, novas empresas de tecnologia, companhias verdes e projetos com a Nasa.

*

FOLHA - Como o sr. vê a interação entre homens e máquinas?

WOZNIAK - Tivemos grandes avanços nos anos 80, quando os primeiros computadores com interface gráfica para o usuário, principalmente da Apple --então Lisa e Macintosh--, surgiram. Eram projetados para que a tecnologia funcionasse de maneira que fosse mais familiar para o homem, mais intuitiva, mais natural.

Mas, hoje, quando você usa um computador, quase sempre precisa aprender a mexer em um software. Você tem essa peça tecnológica, e como utilizá-la? Nesse caso, a tecnologia tem sido colocada como mais importante do que o homem. Nós deveríamos esforçar-nos em entender o homem sem tecnologia, tentar adaptar a tecnologia para o estilo humano.

FOLHA - Qual a importância da portabilidade no futuro da tecnologia?

WOZNIAK - Uma vez que você sabe como fazer algo em sua mesa, é muito bom poder fazê-lo em qualquer lugar. Um laptop nos permite isso, mas há muitas vezes em que eu estou andando por aí sem um computador, e agora eu tenho meu iPhone --ele é o único que realmente chega perto de ser um computador de verdade. Sem dúvida, o futuro é sem fio.

FOLHA - E outras tendências?

WOZNIAK - A web 2.0 tem nos proporcionado muito mais do que jamais tivemos. Há uma energia criativa, apóio muito isso, as pessoas criam coisas, como eu costumava fazer. Uma das principais ferramentas em nossa vida é a enciclopédia, e agora temos a Wikipédia --ela é muito mais certa, segura, exata e abrangente do que qualquer enciclopédia de papel que eu já tive na vida. Observo também a tecnologia de telas e sonho com o dia em que nós as vestiremos sobre as roupas e, com o apertar de um botão, poderemos determinar a cor do nosso casaco. E teremos telas em formas diversas, como em volta de um globo, mostrando o Google Earth.

FOLHA - O que o sr. pensa sobre sistemas de código aberto?

WOZNIAK - Pessoas com os ideais mais elevados estão interessadas em código aberto e têm grandes motivações para trabalhar em benefício do mundo. São puras e distintas da ética comum nos negócios: você é bom para os outros, em vez de desejar uma situação em que os controla e os trata como quiser para conseguir dinheiro. Mas não significa que sejam contra fazer dinheiro. O projeto One Laptop per Child, de Nicholas Negroponte, é uma boa iniciativa --e precisa ser em código aberto. Você não pode dar tecnologia para pessoas pobres e exigir que fiquem presas a uma empresa.

FOLHA - E o uso da tecnologia na educação?

WOZNIAK - A educação não tem sido aperfeiçoada como deveria porque nós ainda não temos software que se assemelhe a um ser humano. Então o computador é basicamente um livro escolar -um livro melhor, por causa da interatividade.

FOLHA - Como o sr. olha para esse movimento verde?

WOZNIAK - É o grande foco de atenção para as próximas décadas, particularmente nos meios de criação e uso de energia.

FOLHA - E para a multimídia e a área de entretenimento?

WOZNIAK - O conteúdo tem problemas para chegar às massas porque as companhias sempre têm um interesse proprietário, querem controlá-lo.

É bom ter escolhas. Temos o Blu-ray, que garante uma experiência prazerosa. E temos, por exemplo, a Apple TV --as pessoas alugam, mas a qualidade não é muito alta. Muitos escolhem conveniência acima da qualidade. Ou o [menor] preço.

Outro problema é o da banda. Pode estar tudo na internet, mas nós temos problemas de banda, ela é muito limitada.

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27/04/2008

da Folha Online

A partir do dia 1º de maio, será possível registrar um site "com.br" como pessoa física, usando apenas o CPF. O CGI.br (Comitê Gestor da Internet) mudou a regra para o uso desse tipo de domínio, destinado a atividades comerciais genéricas na internet --antes, esse registro era permitido apenas para pessoas jurídicas e havia necessidade de apresentação do CNPJ.

De acordo com o CGI, a mudança foi feita em razão de pedidos dos internautas e também pelo "reconhecimento da informalidade da economia brasileira".

"O CGI.br fez a alteração pensando nas pessoas físicas sem a opção de um registro com a finalidade comercial abaixo do ".br" e na crescente importância da internet na economia", afirma Frederico Neves, diretor de Serviços e Tecnologia do Registro.br.

As pessoas físicas que obtiverem esses domínios estarão sujeitas às mesmas regras e procedimentos que as entidades cadastradas previamente. Para o comitê gestor, a decisão deve contribuir para a manutenção do crescimento do domínio "com.br", que foi de 20,5% em 2007. De acordo com o órgão, há atualmente 1,2 milhão de domínios ".br".

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27/04/2008
da Folha Online

Os candidatos que vão concorrer às eleições municipais de outubro só poderão fazer propaganda na internet na página destinada exclusivamente à divulgação de sua campanha. Ou seja, está proibida a publicidade em outros sites. A regra consta na Resolução 22.718 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que trata da propaganda eleitoral.

Segundo a resolução, a página dos candidatos deverá ficar no ar a partir de 6 de julho até antevéspera da eleição, ou seja, até 3 de outubro.

Os candidatos podem optar em usar ou não a terminação "can.br". Neste caso, deverão solicitar o domínio ao gestor da Internet Brasil e indicar o nome e o número do candidato --que deverão ser os mesmos que vão constar na urna eletrônica. Os domínios "can.br" serão automaticamente cancelados após a votação do primeiro turno ou do segundo turno --
caso o candidato vá para o segundo turno.

As punições de cassação de registro e inelegibilidade impostas nos casos de uso indevido de meio de comunicação e abusos e excessos na divulgação de opinião favorável a candidato, partido ou coligação, que antes só atingiam matérias da imprensa escrita, foram estendidas à reprodução do jornal na internet.

A resolução também estabelece o período de propaganda no rádio e na televisão: de 19 de agosto a 2 de outubro.

Com relação à publicidade em placas, cartazes ou pinturas em bens particulares, a resolução traz uma alteração com relação ao tamanho dessas propagandas. Segundo o TSE, as normas da última eleição não especificavam o tamanho máximo, apenas disciplinavam que era proibida a propaganda em tamanho que pudesse configurar uso indevido.

Após vários julgamentos sobre o tema nas eleições de 2006, o TSE disciplinou que o tamanho máximo para este tipo de propaganda é de 4 m¦. Quem desrespeitar essa norma pode pagar multa que varia de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50.

Também foi alterada a regra sobre debates. Até a última eleição, quando não havia acordo entre os veículos de comunicação e os candidatos, era assegurada a participação de candidatos dos partidos políticos com representação na Câmara dos Deputados. Agora, a resolução determina que a representação de cada partido é aquela resultante da eleição.

A resolução mantém o juiz eleitoral como autoridade competente para tomar as providências relacionadas à propaganda eleitoral e para julgar representações sobre o assunto.

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27/04/2008

GUSTAVO VILLAS BOAS

da Folha de S.Paulo

A guerra dos browsers --a disputa pelo mercado de navegadores na internet-- entrou, neste mês, em seu mais recente capítulo: a Microsoft lançou a versão de testes para desenvolvedores de seu Internet Explorer 8. A empresa tem 75% desse mercado hoje, de acordo com a NetApplicattions.

A arma mais poderosa contra o domínio do IE vem do exército da Fundação Mozilla: o navegador em código aberto Firefox 3, cuja nova versão de testes foi lançada na semana passada. O Firefox tem hoje 17% desse mercado, segundo a NetAplicattions, e ganha terreno desde que chegou ao usuário final, em novembro de 2004.

À época, o Internet Explorer tinha 91,3% do mercado, depois de ter esmagado o pioneiro Netscape. E nenhum concorrente tinha mais de 4%.

O que vem por aí

A equipe que desenvolve o Internet Explorer 8 promete responder a uma das grandes críticas que o navegador recebe: a de que não segue os padrões da rede. Pelo menos é o que disse à Folha um porta-voz da empresa sobre quais são os benefícios da versão de testes: "Nesse lançamento, nós estamos entregando interoperabilidade e compatibilidade."

Existem duas grandes novidades. Uma, chamada Activities, permite usar informações de qualquer página em outros serviços on-line. Por exemplo, selecionar e colocar em um blog um trecho de texto ou mandar uma notícia para o Digg. Outra, chamada WebSlices, dá ao internauta a possibilidade de receber as atualizações de um pedaço personalizado de um site de notícias.

O desafiante

"O Firefox 3 tem muitas melhoras: vai ter uma velocidade incrível e usar poucos recursos da máquina", disse à Folha, por e-mail, Asa Dotzler, coordenador de projetos da Fundação Mozilla. "Uma nova característica chamada Places vai combinar o melhor dos Favoritos com o Histórico", disse, sobre um mecanismo de buscas personalizadas do browser.

Asa afirma que a nova versão do Firefox vai ter mais recursos para customização. "Uma grande tendência dos softwares é a personalização. O Firefox 3 será o mais personalizável navegador disponível."

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09/05/2008

O Tempo - 22/04/2008 - [ gif ]
Autor: Ana Paula Pedrosa
Assunto: Domínios

Seunome.com.br. O que só era possível para empresas, a partir de 1º de maio será estendido para pessoas físicas no Brasil. A decisão foi tomada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil ( CGI.br) e motivada pelo grande número de solicitações de registro desse tipo recebidas pelo órgão.

"O Comitê reconheceu a informalidade da economia brasileira", afirma o diretor de Serviços e Tecnologia do Registro.br, Frederico Neves.Oórgão é o responsável pelos domínios na Internet brasileira.

Para obter o domínio é preciso apresentar apenas o Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).Oserviço custa R$ 30 por ano. Segundo Neves, qualquer pessoa poderá requerer o domínio com extensão ".com.br", mas o interesse maior deve vir daqueles que exercem uma atividade econômica sem registro formal.

O domínio .com.br é o mais popular da Internet brasileira e pode facilitar a localização de uma empresa ou serviço na rede mundial de computadores. Ele diz também que deve ser grande o número de transferências de domínios já existentes. Isso porque muitas pessoas usam empresas de parentes e amigos para obter registros .com.br.

Agora, essas pessoas podem assumir a titularidade de seus domínios. A mudança é gratuita e pode ser feita quantas vezes o proprietário desejar. As transferênciaspodem ser feitas entre duas pessoas físicas, duas pessoas jurídicas ou entre pessoas físicas e jurídicas.

Já o número de registros de domínio no Brasil não deve ser alterado em função da liberação do ".com.br" para pessoas físicas. Segundo o CGI.br, em 2007 os registros cresceram 20,5%. O percentual deve se repetir esse ano.

REGRAS. Além do domínio .com.br, o Brasil tem outros 63 domínios destinados a públicos diferentes (empresas, pessoas físicas e profissionais liberais). A hierarquização das extensões adotada no país não é padrão no mundo.Empaíses como Chile e Alemanha, não existe o ".com". Os sites têm apenas o nome seguido pelo domínio do país (no caso do Brasil, o ".br").

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