25/09/2008


Karla Tolentino Soares

Fonoaudiologia

karlinhafono@yahoo.com.br

Queridos leitores do “Viva mais saudável”, meu nome é Karla e sou fonoaudióloga, a partir de hoje integrarei essa equipe para transmitir informações úteis sobre essa profissão.

A fonoaudiologia surgiu no Brasil na década de 1960, a partir da necessidade de reabilitar indivíduos com alguma alteração na comunicação.

O profissional dessa área pode atuar nas áreas de voz, audição, motricidade orofacial, linguagem, em distúrbios neurológicos, hospitalar, gerenciamento nas questões fonoaudiológicas etc., podendo atuar sozinho ou em equipe multidisciplinar.

A atuação em voz será para identificar possíveis alterações, reabilitá-las, para aperfeiçoamento em profissionais que a utilizam como instrumento de trabalho, além de orientações para manter uma saúde vocal.

No que diz respeito à motricidade orofacial, o fonoaudiólogo intervirá na reabilitação dos distúrbios articulatórios, sejam eles por problemas orgânicos ou apenas por alterações na organização dos sons da fala, atuará também nas funções vitais do organismo (sucção, respiração, mastigação, deglutição).

Com a audição, o fonoaudiólogo será responsável pela realização de exames auditivos para identificação de alguma perda auditiva e prevenção destas; na seleção, indicação e adaptação de próteses auditivas, assim como na reabilitação dos deficientes auditivos. 

A fonoaudiologia, na área da linguagem, terá como objetivo a estimulação para o desenvolvimento da linguagem em crianças com diagnóstico de atraso de linguagem, atuar na reabilitação das dificuldades de aprendizagem tanto da escrita como da leitura, gagueira. nos distúrbios neurológicos como o AVE, também conhecido como derrame cerebral, os indivíduos portadores de necessidades especiais entre outros.

         O fonoaudiólogo também pode atuar com pacientes portadores de câncer de cabeça e pescoço, com alterações na deglutição (disfagia), queimados etc. Em empresas, escolas fornecendo assessoria e consultoria às mesmas
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13/10/2008


Karla Tolentino Soares

Fonoaudiologia

karlinhafono@yahoo.com.br

A linguagem, sistema de signos e sinais usados como instrumento para a comunicação, representa um dos aspectos mais importantes a ser desenvolvido por qualquer criança.

A aquisição da linguagem, apesar de dependente da maturação do organismo, é essencialmente um processo de aprendizagem, pela imitação de um modelo.

O portador da Síndrome de Down, geralmente, apresenta um atraso na aquisição e desenvolvimento dessa função mental que são atribuídos a fatores orgânicos, ambientais e psicológicos, presentes desde os primeiros dias de vida. Mas apesar desse atraso a aprendizagem não será diferente das crianças sem a síndrome.

O bom desenvolvimento da linguagem irá depender do meio em que a criança está inserida. Um ambiente estimulador onde ocorre uma interação favorável, que é propício à socialização, que ofereça incentivo a iniciativas proporcionará uma evolução satisfatória dessas crianças. O que não acontecerá em ambientes onde os pais possuam uma baixa expectativa à possibilidade de desenvolvimento de seu filho e, assim, não incentivem atividades que façam a criança utilizar a linguagem.

O papel do fonoaudiólogo é extremamente importante para a elaboração de um programa de estimulação precoce, este irá orientar pais e professores quanto a melhor forma de estimulação. Esse trabalho não é nada complicado, trata-se de exercícios para desenvolver as capacidades da criança, ajudando-a a alcançar as fases seguintes de seu desenvolvimento.

Algumas dicas são muito úteis para ajudar na melhora dessa habilidade lingüística:


  • Incentivá-la a comunicar desde recém-nascido. Converse muito com o bebê, chame-o sempre pelo seu nome, mantenha bastante contato corporal e visual, acaricie-o, beije-o, repita os sons que ele fizer, mantenha contato olho a olho.
  • Nunca falar pela criança nem deixar que os outros falem por ela.
  • Aguardar a solicitação da criança, não antecipando suas vontades.
  • Prestar atenção quando a criança iniciar um diálogo.
  • Criar situações inesperadas que provoquem reações da criança aguardando seus comentários.
  • Informar à família sobre o nível de desenvolvimento da linguagem da criança, orientar em que complexidade devem falar para ajudar no desenvolvimento da linguagem e na manutenção do diálogo.
  • Garantir o desenvolvimento global (motor, cognitivo, social e emocional) da criança mantendo relacionamento com profissionais especializados nas diferentes áreas.

Convém salientar que, mesmo com a ajuda de profissionais e estimulação no ambiente familiar, a criança com Síndrome de Down necessita de um período bastante prolongado para comunicar-se com um bom vocabulário e articulação adequada das palavras, portanto, faz-se necessário um acompanhamento constante com o fonoaudiólogo.

 


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11/11/2008


A gagueira, também conhecida como disfemia, é um transtorno de fluência da fala que, contrário ao que se acreditava no passado, não faz parte do desenvolvimento da linguagem. Está presente em todas as culturas e grupos étnicos e é mais comum no sexo masculino.

O indivíduo com disfemia possui uma perturbação no momento de elaborar o pensamento e transformá-lo em linguagem. É uma desordem multifatorial, pois não há uma causa específica e sim uma associação de fatores genéticos, psicológicos e ambientais.

São características de pessoas com esse transtorno repetições e prolongamentos audíveis ou não de sons e sílabas, bloqueios, velocidade de fala rápida com ritmo precipitado e supressão de palavras, tensão muscular, palidez ou rubor do rosto, sudação excessiva, desenvolvimento de tiques entre outros.

Na maioria dos casos, a gagueira surge na primeira infância, por volta dos 3 anos de idade que, devido à expansão das habilidades lingüísticas, a criança possui incertezas e inseguranças ao se expressar; é conhecida como fisiológica, uma disfluência normal nesse período de aquisição da linguagem. A criança irá superá-la tranqüilamente, já que ela vai aprender a organizar sua linguagem muito rapidamente à medida que houver esse aumento do vocabulário. Porém quando essa fase permanece, consideramos que se trata de uma gagueira persistente e é necessária a procura por tratamento.

O tratamento da disfemia é feito através de terapia fonoaudiológica, técnicas psicomotoras, psicoterapia e o tratamento medicamentoso (não desaparecem com a gagueira, apenas ajudam a diminuir os estados de tensão e ansiedade frente a determinadas situações).

 Embora, até hoje não encontraram a cura para essa desordem, há uma esperança às milhares de pessoas que almejam algum dia curar-se dela. O psiquiatra Gerald Maguire, que também é disfêmico, atualmente chefia uma equipe que faz estudos com o medicamento Pagoclone que será o primeiro a ser testado especificamente para o tratamento da gagueira. (Mais informações a cerca da pesquisa com o Pagoclone, acessem o site: http://www.gagueira.org.br/pagoclone_continuidade_dos_testes.shtml)

É importante entre outras coisas que se preste atenção no que a pessoa está falando e não na forma como fala, não interromper a fala, se isso for inevitável, faça-o no final da frase; não completar palavras quando ela estiver falando.

CURIOSIDADE: Você sabia que vários artistas renomados também são gagos? Alguns exemplos são: Aristóteles, Charles Darwin, Moisés, Marylin Monroe, Imperador Napoleão o Primeiro, Isaac Newton, Bruce Willis, Julia Roberts, Machado de Assis, Nelson Gonçalves.

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