18/09/2008

Os videogames ajudam a melhorar a vida social dos adolescentes - ao contrário de transformá-los em solitários ou indivíduos anti-sociais, como muitos pais acreditam - sugere um relatório publicado nesta segunda-feira pelo Instituto Pew nos Estados Unidos.

A sondagem entrevistou 1,1 mil adolescentes com idade entre 12 e 17 anos nos Estados Unidos e revela que 99% dos meninos e 94% das meninas entrevistadas de todas as camadas sociais jogam algum tipo de jogo de computador ou videogame.

Segundo o relatório, a maioria dos adolescentes - 75% dos entrevistados - joga com outros amigos, na mesma sala ou em ambientes virtuais.

"Para a maioria dos adolescentes, os jogos são uma atividade social e um componente importante de suas experiências sociais", diz o relatório.

Além de ressaltar a característica social da prática do videogame, o levantamento sugere ainda que, ao contrário do que se pensava, a freqüência com que os adolescentes jogam não afeta sua vida social.

"As pessoas que jogam diariamente são tão propensas a falar ao telefone, enviar e-mails e passar tempo pessoalmente com os amigos depois da escola quanto aquelas que jogam com menos freqüência", disse Amanda Lenhart, autora do documento.

Conteúdo

O documento analisou ainda a preferência dos adolescentes com relação ao conteúdo dos jogos. Entre os títulos mais populares, o levantamento ressalta Guitar Hero, Halo 3, Madden NFL, Solitaire e Dance Dance Revolution.

De acordo com Lenhart, a maioria dos adolescentes entrevistados afirmou jogar diversos títulos diferentes.

"Em termos de conteúdo, os jogos variam: alguns são sobre solucionar enigmas, outros sobre sair e atirar em diferentes alvos, dirigir, correr ou praticar um esporte", afirma.

Segundo ela, o relatório indica que é um erro pensar que os jogos pelo computador ou os videogames são distantes da vida real.

Os dados levantados pelo documento mostram que 52% dos adolescentes jogam videogames que envolvem algum tipo de questão moral ou ética, enquanto 43% jogam aqueles nos quais têm que tomar decisões sobre como uma comunidade ou um país deve ser governado e 40% jogam games através dos quais aprenderam alguma questão social.

Entre os títulos citados estão jogos educativos como Food Force, criado pela ONU, e Darfur is Dying, além dos mais populares como Civilization.

O relatório sugere ainda que o tempo que os adolescentes passam jogando não prejudica o envolvimento dos adolescentes em atividades comunitárias, mas ressalta que aqueles que jogam acompanhados de outros amigos são mais propensos a se envolver com as suas comunidades.

A questão sobre a influência dos jogos de conteúdo mais social no comportamento dos adolescentes com relação à comunidade onde vivem permanece aberta.

Apesar de não responder à questão, os pesquisadores responsáveis pelo relatório acreditam que "a interação ocorre dos dois modos". Segundo Lenhart, estudos anteriores já haviam sugerido que exercícios similares influenciam diretamente a interação social e o envolvimento com a comunidade.
 

Foto de Divulgação


(*Fonte: BBC Brasil)

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17/01/2009
Foto: Reprodução/YouTube

Vídeo já teve mais de 2 milhões de visitas no YouTube. Gato chega abraçar os ratinhos na maior intimidade

Uma graça!!! Um vídeo que já virou hit na internet mostra que é possível a amizade entre gatos e ratos. Com mais de 2 milhões de visitas, o vídeo mostra uma relação de afeto entre um felino e dois roedores.

O gato chega abraçar os ratinhos, enquanto os roedores sobem encima do felino, mostrando que a amizade entre os "ex-inimigos" vem de longa data. Mesmo quando o gato sobe em um cesto, os ratos seguem atrás do amigo. Um dos roedores também escala o local. Eles não desgrudam em nenhum momento do felino.


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04/10/2008

Estudo foi realizado por cientistas de três universidades espanholas. Eles usaram dados extraídos de listas telefônicas do país

As pessoas com sobrenomes raros têm mais chances de ter sucesso que as que possuem nomes de famílias comuns, segundo um estudo realizado por cientistas de três universidades espanholas.

Um dos autores do estudo, Ignacio Ortuño, que faz parte do Departamento de Economia da Universidade Carlos III de Madri, explicou que, quanto mais raro é o sobrenome, mais aparece entre profissões de nível econômico superior.

A investigação comprova ainda que nos trabalhos que requerem graduação, aparecem menos os sobrenomes mais comuns, e sua presença em profissões como advogado, médico, político ou professor universitário é 20% menor que em outras ocupações.

Os cientistas trabalharam durante um ano com dados extraídos diretamente das listas telefônicas da Espanha, bases de dados de universidades, e dos setores de Medicina e Direito, e censos atuais e do século XIX.

Mobilidade social

Segundo Ortuño, os resultados que se depreendem da pesquisa refletem a falta de mobilidade social nas últimas gerações, já que, no século XIX, as famílias com status social alto tendiam a utilizar sobrenomes pouco encontrados.

Então, disse, havia mais liberdade para escolher os nomes de família e era possível colocar um sobrenome diferente em cada filho.

No entanto, naquela época (século XIX), a maioria da população começou a adotar o sobrenome do pai como primeiro e o da mãe como segundo.

O estudo acrescenta que os sobrenomes compostos formados por um freqüente e outro pouco comum também são maioria entre as famílias de nível sócio-econômico alto.

O relatório afirma que, durante o século XX, foram criados muitos sobrenomes deste tipo, e especifica que, hoje em dia, quase não existem sobrenomes compostos ao contrário, ou seja, com o raro à frente do mais comum.

No entanto, a mudança não era automática, já que, para conseguir isso, os solicitantes deviam provar que o pai era chamado desta forma, e isso levava tempo.

(Fonte: EFE)

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03/09/2008

Você fica estressado quando a net cai, o Google não entra, seu e-mail trava? Então está viciado, diz um estudo, e as conseqüências são sérias. Segundo a pesquisa, que monitorou a atividade cerebral dos junkies, ficar desconectado tem o mesmo efeito no cérebro do que estar uma hora atrasado para uma reunião importantíssima. Ou então prestar vestibular e, na pior das situações, ser roubado.

O sintoma foi definido pelos psicólogos como um sentimento de estresse e ansiedade quando alguém é impedido de conseguir acesso imediato à informação - a internet é a principal fonte para 87% dos britânicos. Cerca de 76% dos entrevistados admitiram não conseguir viver sem internet, sendo que 53% deles passam mais de 4 horas por dia online. E 44% ficam confusos e desorientados se a internet cai.

De acordo com o estudo, o nível de estresse dos homens sem internet era pior à noite. Enquanto que as mulheres se sentiam mais estressadas se ficavam sem conexão durante o dia.

Sexta-feira foi considerado o pior dos dias para ficar sem rede, porque impede que as pessoas programem seus finais de semana – e a maioria usa o Google para fazer isso.

E aí, você consegue responder se passa mais tempo no computador do que com a própria família? Acha isso normal?

(*Artigo extraído da revista Superinteressante)

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01/10/2008

Personagem é 'chefe do FBI' de Javé em livros do Antigo Testamento. Para estudioso americano, papel continua valendo na Bíblia cristã

Qualquer cristão com um mínimo de formação religiosa é capaz de fazer um breve resumo da carreira do Diabo: originalmente um anjo poderoso, ele teria se rebelado contra Deus no princípio dos tempos, induzido Adão e Eva a cometer o chamado pecado original e, ainda hoje, estaria pronto a induzir a humanidade a fazer o mal, manipulando tudo e todos nos bastidores. O problema, afirma um livro que acaba de chegar ao Brasil, é que essa trama básica não estaria em lugar nenhum da Bíblia, mas teria sido montada por teólogos cristãos dos séculos 3 e 4, responsáveis por uma leitura um bocado criativa das Escrituras. Segundo essa visão, o Satanás bíblico não seria um rebelde contra Deus, mas uma espécie de "agente secreto" ou "chefe do FBI" divino, responsável por testar a lealdade dos seres humanos.

A tese polêmica está em "Satã - uma biografia" (Editora Globo), escrito por Henry Ansgar Kelly, professor emérito da Universidade da Califórnia em Los Angeles e autor de outros livros sobre a figura literária do Demônio. Kelly vai além da maioria dos outros estudiosos modernos da Bíblia, os quais, como ele, afirmam que as poucas aparições de Satanás no Antigo Testamento se referem a uma figura que é subordinada a Deus, e não inimiga do Criador. Para Kelly, no entanto, a situação não muda substancialmente nas menções ao Maligno no Novo Testamento.

"O Satã no Novo Testamento deve ser percebido como tendo uma posição equivalente a um Primeiro-Ministro, ou um Procurador-Geral da República, ou diretor do FBI, e não mais diabólico do que muitos dos mais zelosos  representantes dessas posições aqui na Terra", escreve o pesquisador. A visão geral expressa nos Evangelhos e nos outros livros bíblicos do começo do cristianismo, segundo o autor, é que Satanás simplesmente toma gosto excessivo por suas funções de testador da humanidade, e por isso perde as boas graças de Deus, sendo expulso do Céu.

Problemas de nomenclatura

Antes de chegar a esse ponto, porém, Kelly tenta entender as primeiras aparições do personagem no Antigo Testamento, as quais são um bocado complicadas por problemas de nomenclatura. É que a palavra hebraica satan e seu equivalente aramaico satanah (o aramaico, é bom lembrar, era a língua provavelmente usada por Jesus no dia-a-dia) podem simplesmente funcionar como um substantivo comum, que significa algo como "adversário".

"Adversário" de quem, a propósito? Um dos poucos exemplos em que "o satã" (e não Satã/Satanás, como nome próprio) aparece na Bíblia hebraica é o livro de Jó. Nesse livro bíblico, um humano de altas qualidades morais e comportamento correto, o Jó do título, perde sua família, seus bens e sua saúde por instigação "do satã", que sugere a Deus um teste para a fé de Jó.

"No livro de Jó, 'o satã' é simplesmente um membro do Conselho Divino, um dos servos de Deus cuja função é investigar os acontecimentos na Terra e agir como uma espécie de promotor, trazendo os malfeitores à justiça", explica Christine Hayes, professora de estudos clássicos judaicos da Universidade Yale (EUA). "Quando Javé se gaba de seu piedoso servo Jó, o anjo-promotor simplesmente pergunta, seguindo sua função, se a fé de Jó é sincera", diz ela. Em algumas traduções da Bíblia, em vez de ser designado como "Satã", esse personagem é simplesmente chamado de "o Adversário". Aparentemente, ele é visto pelo autor anônimo do livro de Jó como um dos "filhos de Deus" - expressão que se refere aos anjos que formam a corte divina. 

No livro do profeta Zacarias, também no Antigo Testamento, a figura de Satã (que também pode ser traduzido como "o Acusador") reaparece, desta vez questionando diante de Deus a boa-fé o sumo sacerdote judeu Josué. Enquanto Satã funciona como promotor público, um outro anjo é o advogado de defesa, que consegue a absolvição do sumo sacerdote. As aparições satânicas na Bíblia hebraica se restringem a essas passagens - a serpente que induz Eva e Adão a comerem o fruto proibido no livro do Gênesis nunca é explicitamente identificada com Satã.

Licença para tentar

A situação e a personalidade do Diabo (palavra de origem grega cuja etimologia é a mesma do hebraico satan) mudam no Novo Testamento? A interpretação tradicional é que sim, mas Kelly tenta demonstrar que esse dado não é tão seguro quanto parece.

Primeiro, os Evangelhos e outros livros da parte cristã da Bíblia mostrariam que Deus delegou a Satanás a missão de testar a lealdade e a fé dos seres humanos, permitindo que ele tentasse Jesus no deserto ou levasse os apóstolos a fraquejar em seu apoio ao Messias. Isso também explicaria o costume de chamar o Maligno de "Príncipe deste mundo"  - um poder delegado por Deus ao Tentador enquanto o plano divino não chegasse ao fim. Também não é traçada relação direta entre a serpente do Paraíso e Satanás pelos autores bíblicos cristãos, nem mesmo por São Paulo, que traça um elo entre o pecado de Adão e a salvação trazida por Jesus.

Em sua análise do livro do Apocalipse, Kelly afirma que a última parte dessa drama cósmico é a "demissão" de Satanás de seu papel de acusador na corte de justiça divina. No capítulo 12 do livro, lê-se: "Foi precipitado o acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite, diante de nosso Deus". Essa visão é apresentada como uma profecia para o futuro, de forma que a chamada queda de Satanás e dos anjos que o seguem não poderia ter acontecido antes da criação do mundo.

"Os fatos são incontornáveis: Satã permaneceu em sua posição como o Acusador Celestial dos humanos desde os tempos da visão de Jó e Zacarias. Ele tem continuado a exercer essa função desde o presente e continuará no futuro, adicionando cristãos à sua lista de acusados. Mas ele se excede em suas acusações, com o resultado previsto de que não haverá mais lugar para ele nos Céus", escreve Kelly.

Nasce Lúcifer

Se essa é a interpretação correta dos dados sobre Satanás na Bíblia, de onde veio a história sobre a rebelião do anjo Lúcifer? Muito provavelmente da leitura que mestres dos primeiros séculos do cristianismo, como Orígenes de Alexandria (que viveu entre os anos 185 e 254 d.C.), fizeram da Bíblia, afirma Kelly.

O nome Lúcifer, ou "Portador da Luz", é só uma adaptação para o latim de Helel ben Shahar, ou "o Brilhante, filho da Aurora", termo poético usado pelo profeta Isaías no Antigo Testamento para se referir ao rei da Babilônia. Orígenes e outros pensadores cristãos, no entanto, interpretaram a passagem como uma referência à rebelião e à queda de um anjo poderoso, que teria se revoltado contra Deus por orgulho e, como vingança, levado Adão e Eva a pecar.

Visão tradicional da queda de Lúcifer desenhada pelo ilustrador Gustave Doré no século 19 (Foto: Reprodução)


(*Fonte: G1)

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